Quais as perspectivas para Rosário Oeste?

Perdendo área do seu território para Chapada dos Guimarães, enfrentando o êxodo populacional, sem conseguir atender a todas as demandas apresentadas por comunidades interioranas que integram um imenso território onde a presença da gestão municipal é ausente, o que esperar de Rosário Oeste?

A gestão administrativa eleita e reeleita acredita que opera maravilhas e passa informações cotidianas de que se faz o máximo pelo município, mas a verdade é mais cristalina, Rosário Oeste vai mal.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar, principalmente, se olharmos para a vontade do prefeito municipal em querer fazer o seu sucessor que é, aliás, o que faz e acontece na administração municipal.

Quem e o que pode mudar esse processo de depauperamento de Rosário Oeste, a cidade que vai se transformando em “fantasma”, com velhos e históricos casarões abandonados, casas em ruínas e quase uma outra população dos que aqui ficaram, que desistiram de Rosário e foram embora. 

Perspectivas de emprego em uma cidade que pouco ou quase nada prospera, com imensas propriedades improdutivas e sem ninguém para investir em um município onde não há confiança e nem nada que se torne atrativo para que o empresariado invista aqui, nem mesmo em novos núcleos habitacionais.

Longe de ter a pretensão de ser o cavaleiro do apocalipse, mas as perspectivas políticas que se apresentam, nem de longe traz alguma confiança a uma comunidade desesperançada que se reinventa a cada dia para não ter que deixar a cidade que nasceu, onde se criou e onde quer permanecer os restos dos seus dias.

Tudo bem que Acorizal não seja essa maravilha toda, mas é uma cidade atraente, arejada e bem próxima de Rosário Oeste, a terra travada.

Nobres passa por uma transformação exuberante e contrasta com as casas abandonadas que existem em Rosário Oeste, onde o outrora centro da cidade, uma espécie de ponto de encontro, está largado. Aliás, qual a referência central de Rosário Oeste se nem mesmo o Parque da Cidade é atrativo.

A referência da cidade é hoje a av. Castelo Branco, por onde passam os viajantes, ora em direção ao Norte ou ao Médio Norte e no retorno para Cuiabá, onde param para um lanche e para abastecer.

Se alguém, por mais otimista que seja, acredita que esse cenário possa ser alterado em curto prazo, melhor não apostar nisso.

A classe política que se apresenta mistura-se com o projeto de sucessão do prefeito atual, com características de um “balaio de gatos” que representa o continuísmo do nada que temos, nem mesmo uma política articulada que desperte a atenção do governo estadual e da bancada mato-grossense em Brasília.

É lamentável, estar aqui e ter essa percepção, mas a realidade não nos oferece outro ponto de observação, onde o pessimismo encabeça todas as linhas de raciocínio.

A preservação dos propósitos do conjunto da massa que lidera na política é a redundância do pensamento que se vê por aí, onde se diz: “comendo eu e o meu cavalo é o que importa”. Em resumo, eu e os meus em estado bom, o resto da população que se dane.

É o olhar que temos e que devotamos para dentro de um município que viu a sua gente ir embora por falta daquilo que questionamos aqui, quais as perspectivas para Rosário?

A curto prazo, nenhum vislumbre que possa mudar essa panorâmica sombria que cobre o céu de Rosário Oeste.

Com um mesmo governo diante da possibilidade de se chegar aos 12 anos de mesmice, olhem para os dados que o IBGE deve pesquisar no ano que vem e depois a gente volta ao assunto.

Deus que nos livre de todo o mal, amém.



Por Benedito Fernandes de Souza (Jornalista)
publicidade